O softbol estará novamente no programa dos Jogos Olímpicos em Los Angeles 2028, após ficar fora de Paris 2024. A modalidade foi incluída pelo Comitê Olímpico Internacional entre os esportes adicionais da edição norte-americana.
Com taco, bola, luva e bases, o esporte compartilha elementos com o beisebol, mas tem regras e características próprias. No Brasil, a organização é feita pela Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), que informa ter mais de 95 mil praticantes e mais de 120 times no país.
Como funciona
O jogo coloca uma equipe no ataque e outra na defesa. A jogadora rebate a bola lançada pela arremessadora e tenta avançar pelas bases antes de ser eliminada. Enquanto isso, a defesa se distribui pelo campo para impedir que as adversárias completem o percurso.
Quando três jogadoras do ataque são eliminadas, os times trocam de função. No fast pitch, a partida regulamentar tem sete entradas, chamadas de innings. O arremesso é feito em um movimento por baixo, uma das diferenças em relação ao beisebol.
A bola do softbol é maior, e o campo é menor. De acordo com a CBBS, a modalidade surgiu nos Estados Unidos como uma versão do beisebol adaptada a espaços reduzidos. Os primeiros registros no Brasil são do início dos anos 1970, com a prática inicialmente entre mulheres em equipes de São Paulo.
Atividade para diferentes níveis
O softbol alterna momentos de ação intensa e períodos de espera. A partida não funciona como uma sessão contínua de exercício, mas exige coordenação, velocidade de reação, deslocamentos curtos e movimentos dos braços e das pernas.
Rebater, lançar, receber, defender e correr pelas bases são habilidades desenvolvidas aos poucos. Não é necessário saber jogar beisebol para começar, embora esse conhecimento possa facilitar a compreensão inicial. Também é preciso aprender regras de segurança relacionadas a rebatidas, lançamentos, quedas, colisões e corridas.
A CBBS organiza campeonatos em diferentes categorias e mantém informações sobre clubes e entidades ligadas ao esporte. O calendário de 2026 inclui competições femininas da formação ao adulto. Para iniciar, a orientação é procurar uma equipe ou projeto de iniciação e consultar as federações estaduais filiadas.
Além do exercício, a modalidade envolve interação entre as jogadoras, estratégia, tomada de decisão e trabalho em equipe. Por isso, pode ser uma alternativa para quem busca uma prática coletiva e não se identifica com esportes individuais ou com as modalidades mais populares no Brasil.









