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Promotoria pede prisão para seis profissionais ligados ao atendimento de Maradona
Esportes

Promotoria pede prisão para seis profissionais ligados ao atendimento de Maradona

Patricio Ferrari solicitou penas de quatro a 12 anos para integrantes da equipe médica que acompanhou o jogador antes da morte.

A Promotoria pediu penas de quatro a 12 anos de prisão para seis profissionais da equipe médica que acompanhou Diego Maradona durante a internação domiciliar anterior à morte do jogador, na Argentina. O pedido foi apresentado nesta quinta-feira (8), no início da fase de alegações finais do julgamento, que já dura sete meses.

O promotor Patricio Ferrari solicitou 12 anos de prisão para o médico pessoal Leopoldo Luque, 10 anos para Nancy Forlini, coordenadora da empresa de assistência médica privada, e oito anos para a psiquiatra Agustina Cosachov. Para os três, acusados de homicídio com dolo eventual, também foi pedida inabilitação profissional por 10 anos.

Segundo Ferrari, eles tinham consciência de que ações ou omissões poderiam levar Maradona à morte. “Tendo previsto o risco e o aceitado, produziram o resultado com indiferença”, afirmou o promotor.

Outros pedidos e a defesa

O psicólogo, o enfermeiro e o coordenador da enfermagem respondem por homicídio culposo, sem intenção de matar. Ferrari pediu cinco anos de prisão para o psicólogo e quatro anos para os outros dois acusados. Para eles, disse que o julgamento apontou um conjunto de ações negligentes e imprudentes, e não indiferença.

A Promotoria não pediu a prisão imediata dos acusados em caso de condenação, mas solicitou que eles sejam impedidos de deixar o país. Também decidiu não apresentar denúncia contra o médico clínico Pedro Di Spagna. “Não consigo acreditar, ainda não caiu a ficha”, disse ele após ouvir o pedido de absolvição.

Os acusados afirmam ser inocentes. O advogado da psiquiatra Cosachov disse que não está provado o dolo eventual e classificou esse ponto como uma fragilidade da argumentação da Promotoria.

Maradona morreu aos 60 anos, em 25 de novembro de 2020, após um edema pulmonar e uma parada cardiorrespiratória durante uma internação domiciliar em Tigre, na região metropolitana de Buenos Aires. Ele se recuperava de uma cirurgia para tratar um hematoma subdural na cabeça.

Após quase 45 audiências e mais de 100 depoimentos, a acusação e as partes acusadoras iniciaram as alegações finais, com duração prevista de duas semanas. As filhas de Maradona, Dalma, Gianinna e Jana, acompanharam a sessão. O outro promotor, Cosme Iribarren, afirmou que “A morte era evitável e o atendimento médico foi inadequado”.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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