Guilherme Costa tenta recuperar a confiança depois de ficar a 0s26 do pódio nos Jogos Olímpicos de Paris-2024. O nadador afirma que os treinos e os testes físicos mostram que o desempenho ainda está dentro dele, mas admite dificuldades para transformar a preparação em resultados nas competições.
Na final dos 400m livre em Paris, Costa terminou em quinto lugar, com 3min42s76, recorde das Américas e melhor marca da carreira. A diferença para o bronze foi de 26 centésimos. A frustração passou a pesar mais do que o reconhecimento pelo resultado, segundo o próprio atleta.
“Eu fiquei um bom tempo magoado com o que aconteceu na Olimpíada”, afirmou Guilherme Costa.
Diferença entre treino e competição
Exatamente um ano depois dos Jogos, ele nadou a mesma prova no Mundial de Singapura em 3min48s94, marca 6s18 inferior ao tempo da final olímpica. O resultado deixou o brasileiro em 22º lugar, fora da final.
No Pan-Pacífico, principal competição de 2026, Costa fez 3min48s66, 5s90 acima de sua melhor marca. Com o décimo tempo das eliminatórias, disputou a final B e marcou 3min50s77. Terminou em quinto lugar na bateria e em 13º na classificação geral.
Para o nadador, o principal obstáculo está no aspecto mental. Ele diz que a parte física e a técnica continuam em nível semelhante ao período anterior a Paris. O trabalho para mudar o cenário é acompanhado por Carla Di Pierro, psicóloga do Comitê Olímpico do Brasil.
Costa também usa os testes físicos realizados no COB como referência para recuperar a convicção de que pode voltar a competir entre os melhores. “Todos os testes que a gente faz lá no COB, tudo, dá tudo exatamente igual”, disse.
Prazer de competir
Os Jogos Sul-Americanos tiveram papel importante na retomada. Mais do que as medalhas, Guilherme Costa voltou a valorizar a sensação de vencer, nadar bem e participar das competições com confiança. A convivência com a delegação brasileira e com atletas de outras modalidades também ajudou nesse processo.
O nadador afirma que não pensou em encerrar a carreira. A meta de disputar mais uma Olimpíada continua, com Los Angeles-2028 no horizonte.
Depois de passar por provas em que não conseguiu brigar pelas primeiras posições, Costa diz estar disposto a enfrentar novamente a pressão de uma disputa por medalha. Para ele, o objetivo é chegar preparado e competitivo, independentemente do resultado final.








