Crystal Kaua não seguirá no comando das Yaras. A Confederação Brasileira de Rugby comunicou nesta quarta-feira (7) o encerramento do trabalho da treinadora à frente da seleção brasileira feminina de rugby sevens, após dois anos no cargo.
Crystal assumiu a equipe depois dos Jogos Olímpicos de Paris-2024 e foi a primeira mulher a comandar a seleção. Durante o período, o Brasil reduziu a distância para algumas das principais forças do rugby sevens e alcançou resultados inéditos ou que igualaram as melhores marcas da história das Yaras.
Melhor campanha no circuito mundial
Na temporada 2024-25 do SVNS, o Brasil terminou a fase regular em nono lugar entre 12 seleções da elite. Foi o melhor desempenho da equipe em uma temporada regular da competição.
A campanha teve evolução ao longo das etapas. As Yaras ficaram em nono lugar em Dubai, em décimo na Cidade do Cabo e em sétimo em Perth. Em Vancouver, no Canadá, alcançaram a quinta posição, até então a melhor colocação brasileira em uma etapa do circuito mundial.
A etapa canadense também marcou a primeira vitória do Brasil sobre a Austrália no rugby sevens feminino. Em fevereiro de 2025, as brasileiras venceram por 14 a 12, depois de saírem atrás por 12 a 0. Yasmim Soares marcou dois tries na reação, e Thalia Costa fez um tackle nos segundos finais para evitar a virada australiana.
Em Vancouver, o Brasil ainda bateu a Espanha por 19 a 17 e a Grã-Bretanha por 19 a 10, garantindo o quinto lugar.
Título em São Paulo
Em março de 2026, as Yaras conquistaram a etapa de São Paulo do SVNS 2, disputada no Estádio Nicolau Alayon. O título garantiu ao Brasil a última vaga no World Championship.
A equipe venceu a China por 19 a 17, a Argentina por 17 a 0 e a Espanha por 38 a 7. Entre esses jogos, perdeu para a África do Sul por 26 a 12. Na decisão contra o Quênia, houve empate por 12 a 12 no intervalo, mas o Brasil venceu por 24 a 12 na segunda etapa.
Camilla Carvalho e Thalia Costa fizeram dois tries cada. Thalia também foi escolhida como a melhor jogadora do torneio. Com o título, o Brasil terminou o SVNS 2 em quarto lugar geral, com 42 pontos, dois à frente do Quênia.
No SVNS World Championship de 2026, Crystal comandou a seleção nas etapas de Hong Kong, Valladolid e Bordeaux. O Brasil terminou em nono lugar geral, igualando a melhor posição histórica da equipe, obtida também em 2025.








