ROSARIO — O Brasil terminou em quarto lugar no revezamento feminino do pentatlo moderno nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026. Nicole Faria e Isabela Abreu disputaram esgrima, obstáculos, natação e laser-run nesta quinta-feira (17).
Após a prova, as brasileiras avaliaram que evoluíram em relação à disputa individual. Nicole, de 17 anos, havia terminado a competição individual na sexta colocação e considerou que apresentou melhora na esgrima. Isabela afirmou que a primeira fase da modalidade serve principalmente para definir a classificação, enquanto a pontuação ganha mais peso na etapa seguinte.
Obstáculos e tiro
Isabela também comentou a adaptação à prova de obstáculos, que substituiu o hipismo no programa do pentatlo moderno. Depois da disputa individual, ela reviu a própria apresentação em vídeo e identificou erros para tentar corrigir no revezamento.
As condições de vento dificultaram o tiro. Segundo Isabela, o cenário estava diferente do encontrado na prova individual, o que tornou a etapa mais complicada para as brasileiras.
A atleta destacou ainda que a dinâmica do revezamento muda em relação à competição individual. O foco passa a ser o resultado da dupla e do Brasil, com apoio entre as duas durante as etapas. “Na equipe, a gente busca, na verdade, o resultado do Brasil”, disse Isabela.
Nicole afirmou que Isabela é uma referência para ela. A atleta mais jovem contou que acompanhava pela televisão a participação da companheira nos Jogos Olímpicos de Paris e também suas conquistas no Pan-Americano. Nicole tinha 13 anos ou 14 anos quando torcia por Isabela nas Olimpíadas.
Última prova para Nicole
Nicole ainda terá uma chance de medalha em Santa Fé. Nesta sexta-feira (18), ela disputará o revezamento misto. A brasileira relatou ansiedade e cansaço após a sequência de competições e disse que precisará cuidar da mão, que abriu e ficou inchada durante a prova.
Isabela encerrou sua participação nas disputas de revezamento em Santa Fé. Para ela, os Jogos ajudaram a medir o nível das adversárias e a preparação brasileira para o próximo ciclo. A atleta citou o Pan como classificatório para a Olimpíada e afirmou que a equipe precisa treinar bastante.
Fora das competições, Nicole também contou que tem gostado da experiência na Vila Olímpica. Ela comparou Santa Fé com uma missão anterior do Comitê Olímpico do Brasil no Panamá, quando estava entre atletas mais jovens.








