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Tony Christie relata papel da música após diagnóstico de demência

Cantor britânico diz que médicos recomendaram manter contato com a música; estudo associou hábito a menor risco de demência.

Tony Christie passou a manter uma agenda de shows por cerca de três anos depois de receber o diagnóstico de demência, em 2023. Aos 83 anos, o cantor britânico afirmou que seus médicos recomendaram que ele continuasse ouvindo e cantando como parte da rotina.

“Você tem muita sorte [porque] você trabalha no ramo da música”, teria dito um dos médicos, conforme o relato de Christie. Conhecido pela música “(Is This The Way To) Amarillo”, o artista pretendia encerrar a carreira depois da turnê de despedida em maio do próximo ano.

Christie também afirma que as canções ajudam pessoas com demência a preservar vínculos com a própria história. Para ele, a música pode mantê-las “conectadas com quem são agora” e, ao mesmo tempo, próximas de lembranças do passado.

O que diz a pesquisa

Um estudo publicado em outubro de 2025 no International Journal of Geriatric Psychiatry acompanhou 10.893 adultos com 70 anos ou mais durante sete anos. No início, nenhum dos participantes tinha diagnóstico de demência. Os pesquisadores reuniram informações sobre hábitos de estilo de vida, incluindo ouvir música e tocar instrumentos.

Entre os participantes que ouviam música regularmente, o risco associado de desenvolver demência foi 39% menor. Esse grupo também teve resultados melhores em avaliações gerais de cognição e memória. Para quem tocava um instrumento com frequência, a associação foi com uma redução de 35% no risco. Entre as pessoas que realizavam as duas atividades, o índice foi de 33%.

Os dados não comprovam que ouvir música ou tocar instrumentos previna ou atrase a demência. A pesquisa identificou uma associação, mas não permitiu estabelecer uma relação de causa e efeito.

A declaração de Christie ocorreu durante uma participação surpresa na festa de lançamento da m4dRADIO, estação de rádio DAB no sul e oeste de Londres. A emissora é operada pela Music For Dementia, instituição de caridade da qual o cantor é embaixador e que apoia pessoas com demência e seus cuidadores.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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