RIO DE JANEIRO — O Roupa Nova afirmou que conquistou o respeito do público e da crítica durante a apresentação no Palco Sunset do Rock in Rio 2026. A banda se apresentou ao lado de Guilherme Arantes, outro artista que também recebeu críticas por seu apelo popular.
Com quase 50 anos de carreira, o grupo já foi chamado de “banda de baile” por parte da imprensa. O tecladista Ricardo Feghali disse que essa fase ficou para trás e que o Roupa Nova passou a ser reconhecido pelo trabalho.
“Tenho certeza do que estou falando. No início tinha essa coisa de que a gente era uma ‘banda de baile’, esse preconceito, mas depois a coisa mudou bastante”, afirmou Feghali.
O baterista Serginho Herval relacionou a permanência do grupo ao tempo de carreira. Segundo ele, os integrantes completaram 46 anos em agosto, enquanto os antigos críticos perderam espaço.
“A gente continua”, disse Herval ao comentar a trajetória da banda.
Paulinho lembrado no palco
Os integrantes também falaram sobre Paulinho, vocalista principal que morreu em 2020 por complicações de covid-19. Fábio Nestares assumiu a função e, segundo o baixista Nando, passou a ser tratado como parte integral da formação.
Nando afirmou que o público recebeu Fábio com carinho e que o novo vocalista mantém o mesmo nível de entrega, sinceridade e emoção associado ao grupo. Para o baixista, Paulinho continua presente na história da banda.
Público cantou repertório
A apresentação foi marcada pela participação do público na Cidade do Rock. A resenha do show destacou que praticamente todas as 15 músicas do repertório foram cantadas.
O set começou com “Sapato Velho” e terminou com “Whisky a Go-Go”. Também incluiu “Dona”, “Chama”, “Maria, Maria”, de Milton Nascimento, e “Volta Pra Mim”, dedicada a Paulinho. A versão de “Maria, Maria” teve seis percussionistas mulheres.
O grupo ainda tocou a música-tema do Rock in Rio e o “Tema da Vitória”, que também fazem parte de gravações do Roupa Nova.








