ESTOCOLMO — Robyn e Zara Larsson se encontraram para uma conversa sobre música, liberdade artística e as pressões enfrentadas por mulheres na indústria pop. As duas cantoras suecas também falaram sobre Madonna, aborto, misoginia e a decisão de trabalhar nos próprios termos.
Robyn começou a carreira ainda adolescente. Seu primeiro álbum, Robyn Is Here, foi lançado em 1995, quando ela tinha 16 anos. O disco teve produção de Max Martin em “Show Me Love”. Mais de uma década depois, “Dancing on My Own” voltou a colocar seu trabalho em destaque.
Larsson lançou “Lush Life” e “Never Forget You” em 2015, aos 17 anos. Em 2025, chegou ao quinto álbum de estúdio, Midnight Sun. A cantora afirmou que passou a controlar melhor o que cria, escreve e com quem trabalha.
As duas falaram sobre a importância do humor e da autenticidade. Robyn descreveu a diversão como uma forma de proteção para uma estrela pop. Larsson disse que expressar opiniões, inclusive sobre aborto, imigração e direitos humanos, faz parte de sua maneira de ser.
Trabalho e colaboração
Larsson contou que reuniu mulheres e pessoas queer no processo de criação de Midnight Sun. Para ela, trabalhar com pessoas que compartilham referências e experiências reduz a necessidade de explicações. MNEK foi o produtor executivo do projeto, que também envolveu Margo XS e Helena Gao.
Robyn falou sobre a parceria com Klas Åhlund, a quem descreveu como o segundo integrante de sua banda. Os dois se conheceram por volta de 2005, depois de uma confusão provocada por pessoas que tentavam criar uma briga com celebridades. Klas foi preso naquela noite.
Robyn também lembrou que recebeu ovos e tomates durante apresentações no início da carreira. Segundo ela, sua postura direta era vista como arrogância. Larsson afirmou que nunca passou pela mesma situação e perguntou como a colega lidava com o ódio.
As cantoras ainda discutiram o envelhecimento das mulheres na música pop. Larsson citou Madonna como exemplo de uma artista que continua se apresentando e se afirmando sem aceitar limites impostos pela idade. Para ela, não existe prazo de validade para uma estrela pop.
Robyn contou que “Dancing on My Own” nasceu da ideia de escrever uma música com esse título. A cantora disse que a faixa também se relaciona à vontade de se conectar com o pai e a diferentes histórias de amor.
Ao falar sobre o futuro, Larsson disse que prefere se concentrar no presente. Ela também contou que grava um documentário sobre sua trajetória, iniciado no começo de uma turnê pelos Estados Unidos. Robyn afirmou que pensa no que é divertido e em como as músicas funcionarão no palco.







