Joey Ramone, vocalista e principal letrista dos Ramones, via o punk como uma postura de individualidade e resistência. Em uma entrevista antiga, ele resumiu sua ideia: “Para mim, punk é sobre ser um indivíduo, ir contra a corrente, levantar-se e dizer: ‘Este sou eu.’”
A palavra punk começou a ser usada para definir o rock n’ roll pelo jornalista e crítico musical Lester Bangs, em 1969. Em uma resenha sobre o álbum de estreia do MC5, Kick Out the Jams, ele chamou os integrantes de “um bando de punks de 16 anos em uma viagem de poder sob efeito de metanfetamina”.
De rótulo negativo a movimento cultural
Inicialmente associada a uma conotação negativa, a palavra passou a identificar sons e atitudes ousadas, transgressoras ou polarizadoras. O termo também foi relacionado a músicos como Jim Morrison e acabou se transformando em um rótulo que despertava rejeição e curiosidade.
Em 1975, Bangs escreveu a um amigo que havia influenciado uma subcultura de adolescentes desajustados, ligados ao rock n’ roll e, em alguns casos, à literatura. Eles gostavam de se chamar de punks.
Hoje, o punk é considerado um movimento de contracultura da década de 1970. A definição vai além de um gênero musical e envolve um conjunto de valores.
Para Joey, a autenticidade era essencial. Ele citou John Lennon e Elvis Presley como exemplos de músicos punks porque, na visão dele, suas canções provocavam emoções nas pessoas. Enquanto artistas continuassem fazendo música com esse efeito, afirmou, o punk rock seguiria vivo.
Dee Dee Ramone, baixista dos Ramones, também destacou a originalidade do vocalista. Para ele, enquanto outros cantores de Nova York copiavam David Johansen, do New York Dolls, que copiava Mick Jagger, Joey se diferenciava por ser único.








