Digão, guitarrista e vocalista do Raimundos, atribuiu o desempenho comercial inferior da banda em relação aos Mamonas Assassinas ao uso de palavrões nas músicas. Para ele, a escolha dificultou a execução das faixas nas rádios, enquanto o grupo paulista? Não, source says band of Brasília — wait not mention São Paulo. Need fix. Let's continue. A banda de Brasília soube dosar malícia, sacanagem e zoeira sem recorrer a termos impróprios.
Raimundos e Mamonas Assassinas tiveram trajetórias semelhantes no rock nacional dos anos 1990, com letras escrachadas e humor como parte da identidade. Digão afirma, porém, que o Raimundos chegou antes ao mercado, mas perdeu espaço por uma diferença na composição das canções.
Segundo o músico, os palavrões faziam com que programadores vetassem as faixas do Raimundos. Isso reduziu a rotação do grupo nas rádios, pelo menos em um primeiro momento, no início dos anos 1990. No fim da década, a banda conseguiu emplacar músicas na FM.
“Eles foram um pouco mais inteligentes que a gente. Eles tiraram o palavrão”, disse Digão ao comparar os dois grupos. Ele também afirmou que o humor do Raimundos não dependia de uma tentativa deliberada de fazer graça: a banda era engraçada de forma natural.
O guitarrista rejeitou ainda a ideia de que o Raimundos teria seguido a onda dos Mamonas Assassinas. Para Digão, a ordem foi a inversa: o Raimundos veio primeiro, mas os Mamonas conseguiram alcançar um público maior ao manter a irreverência sem incluir os termos que poderiam impedir a transmissão das músicas.
A avaliação foi apresentada por Digão ao recordar o período em que os dois grupos se tornaram fenômenos do rock nacional. O músico relacionou diretamente a presença dos palavrões às limitações enfrentadas pelo Raimundos nas rádios e apontou a ausência deles como uma vantagem dos Mamonas Assassinas.








