TORONTO — The Last Photograph, novo filme de Zack Snyder, recebeu principalmente críticas negativas após a estreia no Festival Internacional de Cinema de Toronto. O longa foi exibido na seção de eventos especiais do TIFF e é o primeiro trabalho independente do diretor.
As avaliações destacaram problemas no ritmo, na duração e no uso de elementos já associados ao estilo de Snyder, como violência gráfica, câmera lenta e escolhas consideradas excessivas. Parte dos críticos descreveu a produção como cansativa, confusa e irregular.
O filme é um thriller de ação escrito por Kurt Johnstad, que já trabalhou com Snyder nos dois longas de Rebel Moon. Para alguns avaliadores, a primeira parte apresenta um suspense intenso, mas a história perde força ao avançar e passa a ser marcada por decisões autorais consideradas indulgentes.
Também houve críticas à representação da América do Sul e comparações com Apocalypse Now. Nesse caso, os comentários avaliaram que a ambição do projeto não alcança a força do clássico. A tentativa de aproximar o filme do cinema de arte também foi vista como prejudicada pelos excessos do diretor.
História acompanha busca por sobrinhos
A trama se passa nas montanhas da América do Sul e acompanha um ex-agente da DEA que volta à região para procurar os sobrinhos. As crianças desapareceram depois que os pais, diplomatas, foram assassinados.
Na busca, o protagonista conta com um fotógrafo de guerra decadente e dependente químico, interpretado por Fra Fee. Ele teria sido a única pessoa a ver o rosto dos responsáveis pelas mortes. Os dois seguem por uma região distante da civilização para tentar localizar os jovens e descobrir a verdade sobre o crime.
A missão também ganha contornos psicológicos. O protagonista enfrenta os próprios fantasmas enquanto a separação entre realidade e surrealismo começa a desaparecer. A paisagem sul-americana funciona como parte da atmosfera da história, e não apenas como cenário.
Nem todas as reações foram negativas. Um crítico considerou o filme uma mudança ousada na carreira de Snyder e elogiou o tom mais intimista, a fotografia feita pelo próprio diretor, as paisagens colombianas e a trilha sonora de Zimmer.
Entre os comentários publicados após a sessão, houve quem resumisse o longa como uma produção com cerca de 90 minutos de thriller intenso, mas também com outros 45 minutos considerados excessivamente autorais. Outro avaliador afirmou que há boas imagens, mas questionou a construção dramática e a atuação de Stuart Martin.








