PARIS — Céline Dion voltou aos palcos neste sábado (12), após seis anos afastada por causa da síndrome da pessoa rígida, uma doença neurológica incurável. A cantora se apresentou com ingressos esgotados para 30 mil pessoas na Plenitude Arena, na França.
Visivelmente emocionada, Dion abriu o show com a música francesa “On ne change pas”, dos anos 90. Ela precisou fazer uma breve pausa durante a primeira canção e explicou que as lágrimas eram de alegria.
“Há algo que posso dizer em duas palavras: estou bem”, afirmou a cantora ao público. Dion também disse ter aprendido a conviver com a fragilidade e decidido transformá-la em força para viver.
Diagnóstico e retorno
A artista revelou o diagnóstico no final de 2022. A síndrome da pessoa rígida é uma doença autoimune que pode provocar rigidez muscular extrema, espasmos dolorosos e cãibras intensas.
A condição levou Dion a cancelar apresentações e deixou incerta a possibilidade de um novo retorno aos palcos. A turnê iniciada em 2019 já havia sido suspensa primeiro por causa da pandemia de covid-19 e depois pelo estado de saúde da cantora.
“A jornada foi mais difícil do que eu esperava”, disse Dion em inglês e francês. Ao final, afirmou que queria cantar para o público, para si mesma e pela vida.
A plateia era formada principalmente por mulheres. Fãs usavam glitter nas bochechas, roupas com lantejoulas e camisetas com imagens da cantora ou referências aos seus sucessos.
A brasileira Albertina Cabral, de São Paulo, acompanhou o show e disse estar emocionada por ver Dion de perto. A cantora, de 58 anos, é intérprete de “My Heart Will Go On”.








