Bryan Seaver, sobrinho de Dolly Parton e ex-chefe de segurança da cantora, pediu a revogação de uma ordem de restrição temporária e negou ter ameaçado pessoas ligadas aos negócios dela. Ele afirmou que mensagens de texto e e-mails usados em uma denúncia foram retirados de conversas privadas e interpretados fora do contexto.
A ordem foi solicitada pela She’s Alive, LLC, empresa criada para administrar os empreendimentos de Parton após sua morte. A organização é supervisionada por Danny Nozell, empresário de longa data da cantora. A denúncia acusa Seaver de conduzir uma campanha de ameaças para pressionar o espólio de Parton e descreve a empresa de segurança dele, a Squadron Augmented Protection Services (SAPS), como uma estrutura fortemente armada.
A queixa cita mensagens em que Seaver fala em sabotar parceiros comerciais da Dollywood, se define como assassino e menciona a venda de armas e munição para a polícia haitiana. Ele declarou que as mensagens foram trocadas com Nozell, a quem considerava amigo, colega e aliado até as semanas seguintes à morte de Parton. Segundo Seaver, os dois estavam frustrados, de luto e discutindo estratégias.
“Não eram ameaças de violência”, afirmou Seaver ao comentar mensagens sobre problemas no SongTeller Hotel, em Nashville. Ele disse ter reclamado de atrasos na construção e nas inspeções de incêndio, além de suposta má conduta da empresa contratada para a segurança do local. A SAPS não foi contratada para atuar no hotel.
Seaver também negou ter ameaçado ou intimidado funcionários do hotel e museu temáticos de Parton. “Não tenho intenção de fazê-lo”, declarou ao negar danos físicos contra Nozell, funcionários, contratados, advogados, consultores ou sócios da She’s Alive.
Ele reconheceu que usou linguagem grosseira e explicou que a palavra “sabotar” se referia a superar ou enfraquecer alguém em disputas comerciais ou políticas, sem intenção de causar dano físico. Seaver também disse que conversou sobre o assunto com Parton e que ela o orientou a falar caso considerasse o tema importante.
No pedido ao juiz, Seaver afirmou que a ordem o impede de ficar a menos de 300 metros de qualquer pessoa ou entidade ligada à She’s Alive. Para ele, a abrangência dos negócios de Parton pode dificultar sua atuação profissional em Nashville.
A declaração também menciona pessoas que teriam ido à casa de Seaver ou ligado para a família dele após a denúncia. Ele disse que instalou arame farpado e fita de isolamento a pedido do filho adolescente, para proteger a família de abordagens indesejadas.
Uma audiência de acompanhamento sobre a ordem está marcada para 20 de outubro. Advogados de Nozell e de Seaver não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.








