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Bateristas brasileiros ampliam os caminhos da música e da percussão
Foto: Fotos via Reprodução/Instagram
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Bateristas brasileiros ampliam os caminhos da música e da percussão

Do metal ao pop, 12 artistas mostram diferentes formas de tocar, pesquisar e criar com a bateria no Brasil.

A bateria brasileira aparece em diferentes frentes: há quem misture canto e percussão, quem pesquise ritmos nacionais e quem leve o instrumento ao metal, ao pop, ao jazz e à música experimental. A lista reúne 12 nomes contemporâneos que vêm se destacando por técnica, personalidade e caminhos próprios.

O Dia do Baterista é celebrado no Brasil em 20 de setembro. A origem da data não foi totalmente esclarecida, mas há relatos de uma iniciativa de músicos e professores ligados a escolas de percussão. Em São Paulo, o dia integra oficialmente o calendário de eventos da cidade.

Entre pesquisa, performance e ativismo

Michelle Abu tem 30 anos de estrada entre tambores, bateria e percussão. De Salvador, começou na banda Didá e passou por trabalhos de música brasileira, rock, ritmos afro-baianos e experimentação. Já tocou com Elza Soares, Arnaldo Antunes, Ira!, Pitty, Fresno e Karol Conká. Hoje, está na banda de Paulo Miklos e mantém trabalho autoral. Em 2026, lançou Qual é o Tambor.

Também da Bahia, Lorena Martins é formada em Música pela UFBA. Além de cantar e tocar ao mesmo tempo, mantém repertório próprio e um espetáculo dedicado a Rita Lee. Integra Sambaiana e Monarka e já fez parte da Jam Delas.

A carioca Julie Sousa fundou a Hi Hat Girls, iniciativa que atua há mais de dez anos pela inserção de meninas e mulheres na bateria. Ela foi baterista da Mortarium, primeira banda de doom/death metal formada por mulheres no Brasil, e criou a Treinam, programa de capacitação profissional para mulheres na música.

A paulista Cely Couto explora timbres, texturas, ruídos e possibilidades pouco convencionais do instrumento. No Cáustico, duo de noisy punk em que também canta, lançou Banzeiro. Ela ainda integra o Ironias, banda que lançou Odisseia Emergente ao Fracasso em 2025.

Peso, groove e experimentação

Thiago Sonho saiu do grindcore e mergulhou na black music, no soul e no estudo das matrizes africanas da percussão. O baterista chamou a atenção de Mano Brown e Tony Tornado e integrou as bandas dos dois. Hoje, também participa do trio Melanina Jazz.

Thiago Caurio toca no Trompas, banda de sludge encabeçada pelo vocalista e guitarrista Wally, ex-CPM 22. No Atomic Elephant, trio instrumental de metal experimental, transforma a bateria em uma espécie de escola de samba de um homem só.

Demétrius Locks pesquisa a aplicação de ritmos brasileiros na bateria, especialmente o maracatu, combinada a recursos de pedal duplo. Ele também é baterista da Vitalism, banda de metal instrumental. Seus vídeos são marcados por uma performance imprevisível, que pode incluir até chamas na bateria.

Gaúcho radicado na Noruega, Maurício Weimar, o Maurício Extreme Drums, atua com conteúdo digital e ensino de bateria. Finalista do Norske Talenter, tocou bateria e violino no programa. Também venceu o Drumeo Awards – Instagram Drummer em 2023 e o Modern Drummer – Streaming/Social Media Drummer em 2024.

Do rock ao pop

Thomaz Starace combina técnica e uma abordagem old school com classic rock, blues, folk e Americana na banda StarAce. Chamou a atenção da Modern Drummer e da Aramas. Seu disco de estreia, Real, foi conduzido pelo mesmo produtor de Ozzy Osbourne, Aerosmith e Kiss. A agenda com a StarAce inclui mais de 40 shows e uma passagem por Barcelona ao lado de Megadeth, Offspring e outros artistas.

Bruno Santin foi apontado como um dos nomes que poderiam substituir Eloy Casagrande no Sepultura. Ex-técnico de bateria do atual baterista do Slipknot, chegou a se preparar para atuar como reserva. A vaga acabou com Greyson Nekrutman. Santin hoje toca no Endrah.

Eduardo Schuler integra as bandas de Nando Reis e Colomy. O grupo aposta em uma sonoridade influenciada pelo rock progressivo dos anos 1970. Schuler combina groove, dinâmica e personalidade em uma abordagem comparada por alguns a Keith Moon e Ginger Baker.

A gaúcha NICO transita entre rock e pop. Ela segue com Pitty e já esteve ao lado de Zander e Karen Jonz. Em 2026, tornou-se a primeira baterista brasileira a tocar no Coachella, como integrante da banda de Luísa Sonza.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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