Marcelo Barbosa, guitarrista do Angra, voltou a discutir a escolha entre amplificadores reais e plataformas digitais. Para ele, a comparação precisa considerar todo o conjunto envolvido na produção do som, e não apenas o equipamento usado pelo músico.
Em uma gravação, o resultado depende do amplificador, do power amp, do falante, da caixa, da sala e da posição do microfone. Trocas nesses elementos podem alterar o timbre e a sensação para quem está tocando. Ainda assim, o som produzido diante de uma caixa não é necessariamente o mesmo que chega ao público.
O que muda para o guitarrista
Barbosa afirma que já participou de produções de diferentes portes, inclusive fora do país, e que teve contato com amplificadores valvulados de marcas como Bogners, Oranges, Soldano e Fender.
Na avaliação dele, a principal diferença entre um amplificador real e um simulador está na resposta do equipamento às dinâmicas da execução. “Isso é mais pra quem está tocando do que pra quem está apenas ouvindo”, disse o guitarrista.
Para o público, a gravação passa por microfones colocados perto do falante, captando uma parte específica do sistema. Por isso, Barbosa considera inadequado comparar o som de uma caixa preenchendo uma sala com o de um processador ligado a monitores de estúdio. Os dois cenários não reproduzem a mesma experiência.
Equipamentos usados na estrada
Ao falar sobre shows, o músico citou o Metallica, que usa o Fractal AXE-FX III, e o Megadeth, que utiliza Quad Cortex. Ele também mencionou o Kemper e afirmou que bandas podem optar por essas plataformas para manter o mesmo som em todas as apresentações.
Na visão de Barbosa, os simuladores reduzem o tempo de montagem, os custos e os problemas de manutenção. O equipamento digital não depende do desgaste de válvulas, falantes ou controles e pode ser conectado para entregar a mesma configuração em cada show.
Novo vídeo
A repercussão da primeira publicação levou Barbosa a gravar outro vídeo. Em vez de tratar a discussão como uma disputa simples entre analógico e digital, ele decidiu detalhar o que está sendo comparado.
O guitarrista também explicou que o som de uma caixa muda conforme o tipo de falante, a construção do gabinete, a abertura traseira, o volume de ar movimentado e as características da sala. Para ele, ignorar esses fatores faz a comparação começar de uma premissa equivocada.








