O advogado da família de Celeste Rivas Hernandez, Patrick Steinfeld, contesta a alegação de que o cantor D4vd é indigente e pode receber defesa pública. O artista, cujo nome verdadeiro é David Anthony Burke, é acusado de agressão sexual, assassinato e esquartejamento no caso da menina de 14 anos.
Steinfeld afirma que Burke estaria ocultando ativos em empresas sob seu controle e por meio de transferências para a mãe, Colleen Burke. O advogado também questiona o uso de dinheiro público para financiar a defesa de um artista com mais de cinco bilhões de reproduções, 16 milhões de ouvintes mensais em uma plataforma de streaming e controle de três corporações.
“Os moradores do Condado de Los Angeles deveriam ficar indignados, porque serão os contribuintes que vão pagar a conta para defender esse milionário”, escreveu Steinfeld em uma declaração.
Depoimento sobre patrimônio
Durante a audiência preliminar, a promotora adjunta Beth Silverman questionou Benjamin Greger, ex-gerente financeiro da Mogul Vision, empresa de gestão de Burke. Greger afirmou que o cantor teria recebido entre US $10 milhões a US$ 11,5 milhões em ganhos brutos com acordos de gravação, merchandising e publicação musical.
O ex-gerente também falou sobre uma conversa envolvendo a transferência para Colleen Burke de propriedades no Texas que estavam no nome do cantor. Ao ser questionado se a medida teria como objetivo proteger o patrimônio de Burke de uma ação civil da família da vítima, Greger respondeu: “Eu me lembro, sim”.
A família Rivas Hernandez acompanhou todos os dias da audiência preliminar e não falou com a imprensa durante o processo. Em uma declaração, disse que quer justiça para Celeste e que os responsáveis enfrentem o rigor da lei.
Burke, de 21 anos, foi preso em abril e se declarou inocente na segunda-feira, durante a leitura formal das acusações. Na mesma data, o defensor público do Condado de Los Angeles, Walid Kandeel, assumiu a representação, depois que a equipe particular do cantor deixou o caso.
O escritório do defensor público informou que fez uma avaliação financeira completa e concluiu que David Burke é elegível para a representação. Em julho, a juíza Charlaine Olmedo decidiu que havia evidências suficientes para levar o caso a julgamento.
Os promotores afirmam que Burke abusou sexualmente de Rivas Hernandez por mais de um ano e a matou em abril de 2025, após ela ameaçar revelar o suposto abuso. Eles também alegam que ele esquartejou a vítima em uma garagem e escondeu os restos mortais no porta-malas dianteiro de um Tesla.








