Volodimir Zelensky propôs à Rússia um cessar-fogo durante a visita de enviados dos Estados Unidos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (4), horas depois de um ataque de drone contra a sede do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), em Kiev.
O presidente ucraniano afirmou que a suspensão deveria valer para os ataques aéreos dos dois lados pelo período necessário às negociações. "Não haverá ataques aéreos de nossa parte", declarou Zelensky, que pediu uma garantia recíproca de Moscou.
Visita de enviados americanos
Steve Witkoff e Jared Kushner devem viajar a Moscou e, pela primeira vez, visitar a capital ucraniana, segundo Kiev. A ida a Kiev é negociada há meses e está prevista para domingo, informou uma autoridade ucraniana que pediu anonimato.
Os dois enviados já estiveram várias vezes em Moscou. O governo russo ainda não confirmou oficialmente a visita.
Desde que Donald Trump voltou à Casa Branca, no início de 2025, os Estados Unidos promoveram rodadas de negociações para tentar encontrar uma solução para a guerra, sem avanços concretos até agora. No fim de julho, Zelensky conversou por telefone com os enviados de Trump para reativar os contatos diplomáticos.
Ataque contra o SBU
O ataque ocorreu contra o gabinete do chefe do serviço de segurança ucraniano, Oleksander Poklad. Zelensky disse que o drone tinha como alvo direto o local e pediu uma resposta adequada e concreta.
Poklad não estava no gabinete no momento do ataque. Doze pessoas ficaram feridas, de acordo com a administração militar. O SBU informou que o edifício precisará passar por obras de restauração.
Nas últimas semanas, Moscou intensificou ataques com drones e mísseis contra Kiev e outras cidades ucranianas. O Exército ucraniano também ampliou os bombardeios contra a Rússia.
Na terça-feira, Zelensky afirmou que drones ucranianos tornariam perigoso sobrevoar o espaço aéreo russo. O presidente russo, Vladimir Putin, classificou a declaração como terrorista.
A guerra começou com a invasão russa em grande escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022. O conflito deixou, segundo estimativas, centenas de milhares de mortos e feridos.








