PETRÓPOLIS — A empresária e ex-vereadora Verônica Costa foi presa na noite de quinta-feira, 24, após o fim do processo criminal em que foi condenada por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa. A decisão foi determinada pela juíza Daniele Lima Pires Barbosa, da Décima Sexta Vara Criminal da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
A prisão ocorreu em Petrópolis, na Serra Fluminense. Também foram detidos Bruno Chaves Ribeiro, irmão de Verônica; Tatiane Chaves Ribeiro, irmã dela; e Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane. Sebastião de Oliveira Evangelista, padrasto da ex-vereadora, está foragido.
Ao chegar à delegacia, Verônica negou ser criminosa e afirmou ter sido vítima de uma falha judicial. “Não sou nenhuma bandida, nenhuma marginal ou homicida”, disse.
A Polícia Civil do Rio tentou cumprir o mandado na casa da ex-vereadora, na Barra da Tijuca, na quarta-feira, 23. Ela não foi localizada no endereço.
Márcio Costa afirmou, em uma publicação nas redes sociais, que sentiu alívio com a prisão. “Não é comemoração. É alívio. Esperei tempo demais por esse momento”, escreveu.
Condenação
Em 2023, a Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio aumentou a pena definida inicialmente, de cinco anos e dez meses de reclusão, para dez anos e oito meses. O colegiado acolheu um recurso do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, estabeleceu o início do cumprimento em regime fechado e confirmou a perda do mandato.
As investigações começaram em fevereiro de 2011. A primeira condenação foi registrada em 2019.
Segundo a denúncia do Ministério Público e as investigações da Polícia Civil, Márcio Costa foi amarrado, agredido e atingido por uma substância líquida que provocou lesões corporais.








