O primeiro-ministro da Ucrânia, Serguii Koretski, afirmou nesta segunda-feira (28) que o governo vai concentrar os recursos disponíveis em defesa e bem-estar social. A decisão ocorre enquanto parte do financiamento internacional esperado ainda não chegou.
Koretski disse que a situação das contas públicas continua complicada e atribuiu parte do atraso ao não cumprimento, no prazo, de compromissos assumidos pelo país com parceiros internacionais. "Parte do financiamento internacional previsto ainda não chegou", afirmou no Telegram.
Obras ficam para depois
Entre as despesas adiadas estão novas construções, reconstruções e grandes reparos que não sejam considerados de importância vital. O adiamento também inclui melhorias em espaços públicos, como parques, praças e fontes, além da reposição de paralelepípedos.
Os projetos, segundo o primeiro-ministro, serão executados mais adiante. "Por ora, todos os recursos devem ser direcionados a áreas críticas", declarou.
A ofensiva russa, que já dura quatro anos e meio, devastou a economia ucraniana. No começo do mês, o governo anunciou que pretende pedir 53 bilhões de dólares (R$ 276 bilhões) adicionais no próximo ano a credores como o FMI e o Banco Mundial para compensar o déficit.
No início de setembro, a Ucrânia também informou que prevê destinar, no próximo ano, uma cifra recorde equivalente a dois terços do orçamento para a defesa, diante do aumento dos custos da guerra com a Rússia.









