Guarulhos, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,20 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 183.477 -0,00% Guarulhos 17°C 17° / 32°
TST fixa reajuste e encerra impasse que levou Correios à greve
Brasil

TST fixa reajuste e encerra impasse que levou Correios à greve

Trabalhadores retomam as atividades nesta sexta-feira (25), após decisão do TST sobre o acordo coletivo.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou o retorno dos trabalhadores dos Correios e estabeleceu reajuste salarial de 4,09% após julgar o dissídio coletivo da categoria. A decisão também autorizou a compensação dos dias parados.

O tribunal decidiu, por maioria, que a greve não foi abusiva. Os Correios pediam essa classificação e uma multa de R$ 100 mil para as entidades representativas dos funcionários, mas os pedidos não foram aceitos.

As assembleias realizadas na noite de quinta-feira (24) aprovaram o encerramento da paralisação, que durou 15 dias. Os empregados devem retomar as atividades nesta sexta-feira (25). O movimento havia começado em 10 de setembro, depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta da empresa para o acordo coletivo.

Regras ainda aguardam detalhamento

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP) informou que 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho foram mantidas. Em São Paulo, a orientação foi para que os funcionários voltassem aos postos a partir das 22h de quinta-feira, conforme a decisão judicial. As operações seguem normalmente nesta sexta.

A forma de compensação das horas ainda não foi detalhada. O sindicato aguarda a publicação do acórdão do TST para verificar as condições definidas no julgamento e a redação final das demais cláusulas do acordo.

Plano de saúde foi ponto central

A proposta para o novo acordo coletivo também incluía mudanças no plano de saúde oferecido a funcionários, aposentados e dependentes. O benefício se tornou o principal ponto de divergência nas negociações.

As entidades sindicais defendiam a manutenção do modelo em que os Correios são os mantenedores do plano. A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) afirmou que uma alteração poderia elevar os gastos das famílias.

Segundo a federação, os demais pontos das negociações haviam avançado, mas não houve acordo sobre o plano de saúde. O tema foi analisado pelo TST, e os sindicatos aguardavam o acórdão para informar como ficará o benefício e detalhar as outras condições estabelecidas pelo tribunal.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5