O suspeito de matar um colono na Cisjordânia foi detido em um hospital próximo ao local do ataque, informou o Exército de Israel neste domingo (20). Segundo as forças militares, ele havia sido atingido por tiros disparados por um soldado durante a ação.
O ataque aconteceu na região da colônia Nevé Tzouf, perto de Ramallah. O Magen David Adom relatou inicialmente que um homem na faixa de 30 anos estava "ferido por arma de fogo e inconsciente". Depois, o hospital Beilinson, em Petah Tikva, confirmou a morte. Israel Gantz, presidente da principal organização que representa moradores dos assentamentos na Cisjordânia, afirmou que a vítima era um colono.
Antes da confirmação da detenção, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou o caso como um "atentado mortal" e disse que as forças de segurança procuravam o responsável. O presidente Isaac Herzog também se manifestou: "o terrorismo não vai nos quebrar", afirmou em um comunicado.
Outra tentativa registrada
Horas depois, o Exército informou que soldados mataram um homem perto de Jenin. A acusação é que ele tentou atropelar os militares com um veículo. Fontes palestinas disseram que o hospital onde o suspeito do ataque fatal foi detido fica em Ramallah.
Os episódios ocorreram poucas horas antes do início do Yom Kipur, principal festa do judaísmo, e pouco mais de um mês antes das eleições legislativas em Israel.
A Cisjordânia é ocupada por Israel desde 1967. Mais de 500.000 israelenses vivem em assentamentos no território, considerados ilegais pela comunidade internacional, junto de quase três milhões de palestinos.
A violência aumentou desde o começo da guerra em Gaza, após o ataque do Hamas em outubro de 2023. Um balanço baseado em dados do Ministério da Saúde palestino aponta que mais de 1.100 palestinos foram mortos pelo Exército e por colonos nesse período. Do lado israelense, ao menos 49 civis e integrantes das forças de segurança morreram em ataques palestinos ou operações militares, segundo dados israelenses.









