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Roupas e acessórios viram ferramentas de comunicação na política
Brasil

Roupas e acessórios viram ferramentas de comunicação na política

A repetição de peças, cores e acessórios ajuda candidatos a construir uma imagem reconhecível e dialogar com diferentes públicos.

A aparência dos políticos ganhou peso na disputa por atenção. Com a presença ampliada nos canais digitais, roupas, acessórios, cortes de cabelo e até o formato dos óculos passaram a participar da comunicação eleitoral.

A escolha não se resume a vestir-se bem ou mal. O visual pode criar conexão, transmitir uma mensagem e representar determinado grupo. Para que uma peça se torne um símbolo, porém, é necessário repeti-la. A frequência transforma uma decisão estética em um elemento associado à pessoa.

Acessórios que marcam imagens políticas

Luiz Inácio Lula da Silva aparece ligado ao chapéu panamá, um dos acessórios mais comentados de seu visual. Antes dele, Lula também usou o chapéu de couro, em referência à própria origem e ao eleitorado nordestino, além do boné com a frase O Brasil é dos Brasileiros, apresentado como oposição ao acessório usado por Donald Trump.

O chapéu, embora relacionado a uma recomendação médica, também cria um equilíbrio entre uma aparência mais estruturada e um aspecto acessível, associado à trama artesanal e aos materiais naturais.

Geraldo Alckmin, vice de Lula, chamou atenção pelas meias coloridas. O acessório informal contrasta com a alfaiataria tradicional e introduz um elemento inesperado em uma composição convencional. A escolha também busca humanizar uma imagem política tradicional e dialogar com um público mais progressista.

Cores e contraste com a política tradicional

Romeu Zema recorre a camisas e camisetas coloridas, mesmo mantendo uma base de roupas mais tradicional. Flávio Bolsonaro combina a estética do conservadorismo com elementos associados ao legado de seu pai, usando cores da bandeira em peças formais e camisetas da seleção em momentos de interação.

Ronaldo Caiado mantém escolhas clássicas, com camisa clara e terno azul. Já Renan Santos aposta em camisetas, blazers e jaquetas mais desconstruídas para se apresentar como outsider e se diferenciar da política tradicional também pelas roupas. O caminho lembra escolhas feitas por Pablo Marçal na disputa pela prefeitura de São Paulo.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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