Guarulhos, Sábado, 19 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% Guarulhos 15°C 15° / 25°
Queiroz abraça Flávio Bolsonaro em ato flopado em Copacabana e ressuscita escândalo das rachadinhas
Foto: Redes Sociais
Brasil

Queiroz abraça Flávio Bolsonaro em ato esvaziado e revive caso das rachadinhas

Ex-assessor apareceu ao lado do senador no lançamento da campanha presidencial em Copacabana e trouxe de volta o escândalo da Alerj.

O ex-operador, que hoje é subsecretário de Segurança e Ordem Pública de Saquarema, vinha indicando que queria participar da campanha do antigo chefe.

O lançamento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), realizado em 16 de agosto na praia de Copacabana, teve a presença de uma figura que parecia estar arquivada entre os antigos problemas da família: Fabrício Queiroz. Ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Queiroz surgiu abraçado ao senador durante o ato e fez questão de publicar o reencontro nas redes sociais.

A legenda da foto foi breve e misteriosa somente para quem não acompanhou a política brasileira nos últimos anos: “22 BR”. Para os demais, a imagem não exigia explicações. Tratava-se do retorno de um dos nomes mais ligados ao antigo escândalo das chamadas “rachadinhas” no gabinete de Flávio.

Queiroz, que hoje ocupa o posto de subsecretário de Segurança e Ordem Pública de Saquarema (RJ), já vinha dando sinais de que desejava participar da campanha do ex-chefe. Em Copacabana, decidiu não só comparecer, mas também posar para a foto. Afinal, se uma campanha presidencial pode começar falando em “mudança”, aparentemente também pode ser iniciada com o reencontro de velhos conhecidos.

Abraço novo, problema antigo

A imagem rapidamente colocou Queiroz novamente no centro do debate político. O ex-assessor foi apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como figura central do esquema investigado no antigo gabinete de Flávio na Alerj.

Em 2020, o MP-RJ denunciou Flávio e Queiroz por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Conforme a acusação, caberia a Queiroz recolher uma parcela dos salários dos servidores do gabinete.

O caso, porém, não chegou a ter uma avaliação definitiva sobre o mérito das acusações. Decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) anularam provas consideradas essenciais para a investigação, e o processo terminou arquivado. Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz sempre negaram qualquer irregularidade.

Desse modo, anos depois, um abraço em Copacabana foi suficiente para fazer a história retornar ao noticiário — sem operação policial, entrevista coletiva ou nova investigação. Uma foto deu conta do recado.

Clima de déjà vu

O ato que simbolizou o começo da campanha de Flávio também ficou distante de repetir a dimensão das manifestações que Jair Bolsonaro havia liderado anteriormente na orla de Copacabana. A mobilização foi classificada por veículos de imprensa e adversários como flopada ou inferior ao esperado.

Flávio criticou a política de segurança pública do governo federal, defendeu o pai, que está em prisão domiciliar, e prometeu reduzir os gastos públicos.

Enquanto o candidato falava sobre o futuro do país, porém, a foto ao lado de Queiroz apontava para outro tema: o passado.

Era como se a campanha tivesse escolhido apresentar, já na estreia, um conjunto completo de nostalgia política. Bandeiras, discursos, defesa de Jair Bolsonaro e, para fechar o cenário, uma figura conhecida justamente por um dos capítulos mais desconfortáveis da trajetória política de Flávio.

Queiroz ficou conhecido nacionalmente depois que foram reveladas movimentações financeiras consideradas atípicas em sua conta pelo então Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O episódio avançou para a investigação sobre a existência de um esquema de desvio dos salários de funcionários do gabinete de Flávio na Alerj.

A partir daí, seu nome virou uma espécie de palavra-chave involuntária sempre que o tema é o passado político do senador.

Agora, ao voltar a aparecer abraçado ao antigo chefe justamente no lançamento da candidatura presidencial, Queiroz ajudou a criar uma cena difícil de deixar de lado.

Em vez de tentar manter o passado afastado, a campanha começou levando-o para a areia de Copacabana — literalmente ao lado do candidato.

O abraço, ao menos, deixou uma certeza: para quem esperava uma campanha totalmente voltada ao futuro, o primeiro ato chegou carregado de lembranças.

Fórum tem 25 anos

Siga nosso canal no WhatsApp

Priorizar nos meus resultados Google

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5