A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) determinou que o processo disciplinar envolvendo Cristiano Ronaldo será tratado sob sigilo até o fim da fase de instrução. A entidade também classificou o procedimento como urgente e aplicou uma suspensão preventiva não automática ao atacante, de 41 anos.
A medida não representa uma punição definitiva. O caso ainda será analisado pela federação, que pretende esclarecer as circunstâncias da saída do jogador da concentração da seleção portuguesa antes de concluir se houve responsabilidade disciplinar.
Tramitação do processo
A Secção Não Profissional decidiu instaurar o procedimento em 9 de outubro de 2026. No dia seguinte, a investigação foi encaminhada à Comissão de Instrução Disciplinar da FPF.
Antes da abertura formal do processo, Cristiano Ronaldo já estava sujeito a uma suspensão preventiva automática. Com a nova decisão, a restrição passa a valer de forma não automática durante o andamento da apuração. A federação não informou publicamente o prazo para concluir o caso.
O episódio teve início em 30 de setembro, quando o atacante deixou a concentração de Portugal na véspera da partida contra a Dinamarca, prevista na programação da Liga das Nações de 2026/27.
Desentendimento na seleção
A saída ocorreu após um desentendimento com o treinador Jorge Jesus. Cristiano Ronaldo havia ficado insatisfeito por não entrar em campo contra a Noruega, embora tivesse participado do aquecimento por aproximadamente 30 minutos.
O jogador só se manifestou publicamente depois do encerramento da Data Fifa. Em um comunicado, relatou mágoa com a situação e criticou uma entrevista dada por Jorge Jesus antes do confronto com a Dinamarca, sem citar diretamente o treinador.
Agora, o episódio também está sob análise oficial da FPF. Enquanto a instrução não terminar, a entidade manterá reservadas as informações do procedimento e não há decisão sobre uma eventual sanção definitiva.








