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Polícia amplia buscas após nove mulheres mortas no leste de Joanesburgo
Brasil

Polícia amplia buscas após nove mulheres mortas no leste de Joanesburgo

Corpos foram localizados em dois meses; autoridades investigam possível ligação entre os crimes e oferecem recompensas por informações.

A polícia sul-africana investiga a morte de nove mulheres encontradas em uma região a leste de Joanesburgo ao longo de dois meses. As autoridades tentam descobrir se os casos têm relação entre si ou se um assassino em série, ou um grupo, atua na área.

O corpo mais recente foi localizado nesta quinta-feira (17). Em Kempton Park, bairro do município de Ekurhuleni, a polícia determinou um confinamento, instalou postos de controle e isolou a área para o trabalho dos investigadores. Três corpos foram encontrados ali nos últimos dias.

Moradores acompanharam a perícia à distância, enquanto agentes usando roupas brancas de proteção examinavam o local. O corpo estava coberto por um lençol ao lado da estrada.

“Não podemos continuar recolhendo cadáveres”, disse o número dois da polícia, Tebello Mosikili.

Investigação e recompensas

A polícia ofereceu 400.000 rands por informações que ajudem a identificar e prender o autor ou os autores. A Aliança Democrática, segundo maior partido político do país, anunciou mais 31.000 dólares.

Mosikili afirmou que os investigadores avaliam se o caso mais recente está ligado às mortes anteriores ou se foi cometido por um imitador. Um homem foi detido por suspeita de envolvimento no primeiro caso. Ele é estrangeiro, mas a polícia não informou sua nacionalidade. O suspeito compareceu à Justiça nesta quarta-feira.

A primeira vítima tinha 37 anos e foi achada nua e amarrada em 15 de julho. Outra mulher, de 32 anos, foi encontrada parcialmente nua em 24 de agosto. Em 10 de setembro, o corpo de uma terceira vítima foi localizado nua e em avançado estado de decomposição.

Elizabeth Moselakgomo, de 38 anos, desapareceu depois de sair para correr. O corpo dela foi encontrado em 12 de setembro, atrás de um hotel. Ela era mãe de uma menina de oito anos. A busca organizada por integrantes da comunidade nas redes sociais ampliou a atenção sobre os demais assassinatos.

Reação das autoridades

“Alguém declarou guerra contra nós, e vamos responder. Não vamos nos render”, afirmou Panyaza Lesufi, chefe do governo provincial.

O presidente Cyril Ramaphosa declarou na terça-feira que “nenhum esforço será poupado” para esclarecer os crimes. Ele também reconheceu que os assassinatos provocam medo e incerteza, especialmente entre as mulheres.

A violência de gênero segue como um problema no país. Segundo as Nações Unidas, uma em cada três mulheres sofrerá violência física ou sexual ao longo da vida. A ONU Mulheres afirma que a África do Sul, com 62 milhões de habitantes, tem algumas das taxas mais altas de violência contra mulheres e crianças do mundo.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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