A presidência russa informou que Vladimir Putin ordenou que Kiev não fosse atacada durante três dias, em razão da visita dos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscou. Os dois chegaram à capital russa neste sábado (5) para discutir um plano que busca encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia, iniciado há mais de quatro anos.
A viagem também deve incluir Kiev. Será a primeira vez que Kushner e Witkoff irão à cidade desde que começaram a atuar como mediadores. Eles desembarcaram pouco antes das 13h00 locais, ou 07h00 no horário de Brasília, no aeroporto de Vnukovo. O grupo foi recebido por Kirill Dmitriev, enviado russo para assuntos econômicos.
Trégua durante a visita
Na sexta-feira, Volodimir Zelensky propôs que Rússia e Ucrânia suspendessem os ataques durante o período da missão americana. O presidente ucraniano afirmou ter conversado com os enviados dos Estados Unidos e disse que Kiev não atacaria Moscou até o fim de segunda-feira.
"De agora até o final de sábado, assim como no domingo e na segunda-feira, a Ucrânia está disposta a se abster de lançar ataques contra Moscou", afirmou Zelensky nas redes sociais.
Segundo ele, os representantes americanos já iniciaram as conversas com o lado russo. Antes disso, os dois aeroportos de Kiev foram atingidos por bombardeios russos na madrugada. Zelensky avaliou que os ataques tentavam atrapalhar a visita.
Horas depois, um drone russo atingiu a sede do serviço de segurança ucraniano SBU, no centro de Kiev. Em Kamianske, na região de Dnipropetrovsk, um ataque matou quatro pessoas e deixou cinco feridos, informou Oleksandr Ganzha, chefe da administração militar regional.
Negociações sem avanço
Donald Trump disse que Witkoff e Kushner levaram uma proposta para encerrar a guerra. Desde seu retorno à Casa Branca, no início de 2025, o presidente americano promoveu ciclos de negociação, mas os esforços ainda não produziram resultados concretos.
A guerra começou em fevereiro de 2022, com uma ofensiva russa em grande escala contra a Ucrânia. Nas últimas semanas, Rússia e Ucrânia intensificaram ataques de longo alcance e retaliações em território russo.
Na semana passada, o diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Moscou e se reuniu com serviços de inteligência russos, segundo o Kremlin. Trump classificou a visita como "semi-rotineira".









