O episódio que levou Oscar a deixar o futebol aconteceu durante um teste físico em bicicleta ergométrica no CT do São Paulo, em 11 de novembro de 2025. O ex-meio-campista teve alterações cardíacas, sentiu tontura e perdeu a consciência por alguns instantes.
Rui Costa, ex-executivo de futebol do São Paulo entre 2021 e 2025, afirmou que o atendimento imediato foi decisivo. Para ele, a presença de profissionais especializados no centro de treinamento evitou um desfecho diferente. O ex-dirigente também disse que a situação poderia ter sido fatal se ocorresse em um treino comum, sem uma equipe especializada.
Atendimento e diagnóstico
Oscar foi atendido pelos médicos do clube e do Einstein e levado de ambulância para a UTI do Hospital Albert Einstein. No local, passou por uma série de exames cardíacos. O caso foi considerado grave.
Depois, o jogador relatou que o coração parou por mais ou menos dois minutos e meio. Ele também afirmou ter recebido massagem cardíaca por mais de dois minutos. O diagnóstico foi de síncope vasovagal, condição que causa uma queda temporária da pressão arterial e dos batimentos cardíacos e pode levar à perda de consciência.
Rui Costa também lembrou do desempenho do meia desde o retorno ao Tricolor e afirmou: “Ele jogava demais”. Ao comentar a gravidade do episódio, declarou que Oscar não morreu “por um milagre divino” e atribuiu a sobrevivência ao trabalho dos especialistas presentes no CT.
Fim da carreira
A gravidade do problema fez Oscar anunciar a aposentadoria em 4 de abril de 2026. O jogador disse que ainda acreditava ter condições de atuar profissionalmente, mas lamentou o encerramento antecipado: “Eu queria fazer mais pelo São Paulo”.
Contratado no início de 2025, Oscar tinha contrato com o Tricolor até 31 de dezembro de 2027. Na passagem pelo clube, disputou 21 partidas, marcou dois gols e deu cinco assistências.








