ROMA — O papa Leão XIV será internado nesta terça-feira (13) no Hospital Gemelli, em Roma, para retirar um pequeno nódulo de um pulmão. A cirurgia foi indicada após exames de rotina e, de acordo com especialistas, costuma ser considerada de baixo risco.
A Santa Sé informou que a recuperação pode durar aproximadamente uma semana. Todas as audiências do pontífice foram canceladas até 20 de outubro, incluindo uma missa prevista para quarta-feira, no encerramento de uma assembleia mundial sobre a família.
Diagnóstico e cirurgia
Leão XIV contou no domingo, ao fim da oração do Angelus, que o nódulo foi identificado “em uma fase muito inicial”. O pontífice afirmou que decidiu fazer a operação após seguir a recomendação dos médicos.
A retirada pode ser realizada com anestesia geral. O acesso à lesão pode ocorrer por meio de biópsia guiada por imagem ou endoscopia, segundo o professor Federico Venuta, diretor do serviço de cirurgia torácica do hospital Policlinico Umberto I de Roma.
A maioria dos nódulos pulmonares é benigna, mas uma pequena porcentagem pode indicar precocemente um câncer de pulmão. Os nódulos menores geralmente não provocam sintomas. No caso do papa, a descoberta ocorreu durante exames de rotina, e não por causa de sinais clínicos.
Internação e compromissos
O papa ficará em uma suíte especial no último andar do Gemelli, com uma pequena capela, cozinha e sala de reuniões para a equipe médica. O hospital atende os papas desde o pontificado de João Paulo II, nos anos 1980.
Leão XIV tem 71 anos e foi eleito líder da Igreja Católica em 8 de maio de 2025. Nascido em Chicago, nos Estados Unidos, Robert Francis Prevost também tem a nacionalidade peruana e passou mais de 20 anos no Peru.
A operação ocorrerá a menos de um mês da viagem prevista para Uruguai, Argentina e Peru, de 6 a 17 de novembro. Sobre o deslocamento, Federico Venuta afirmou que, “como regra geral, recomenda-se evitar viagens de avião durante cerca de 20 dias após as intervenções cirúrgicas”.
O especialista em cirurgia torácica Marco Scarci disse que não se trata de “uma operação particularmente arriscada”. Segundo ele, a recuperação do nível de forma física anterior pode levar até três meses.









