SANTA FÉ — Um júri do Novo México, nos Estados Unidos, concluiu nesta sexta-feira (25) que a Meta enganou usuários sobre as proteções oferecidas à privacidade. A decisão foi tomada em um processo ligado ao caso Cambridge Analytica.
O tribunal considerou que a empresa induziu os usuários ao erro sobre o compartilhamento de dados com outros aplicativos. Após duas semanas de depoimentos, os jurados entenderam que cada um dos 2,1 milhões de habitantes do estado foi enganado. A conclusão representa o mesmo número de violações da legislação local de proteção ao consumidor.
Como os dados foram coletados
A Meta comprou informações obtidas pelo aplicativo de testes de personalidade “thisisyourdigitallife”. A ferramenta chegou a reunir 270 mil usuários e também acessava dados dos amigos deles. Com isso, as informações alcançaram cerca de 87 milhões de usuários do Facebook em todo o mundo.
O Facebook soube em dezembro de 2015 que a Cambridge Analytica tinha comprado os dados. A empresa só tornou o caso público em abril de 2018, depois que um usuário entrou com uma ação judicial. A divulgação desencadeou um escândalo político.
O Novo México foi o único estado americano a levar o caso aos tribunais. Agora, o juiz deverá definir a multa. O valor pode chegar a 5.000 dólares (cerca de 25.900 reais) por infração. Considerando todas as violações, o limite teórico seria de 10,5 bilhões de dólares (cerca de 54,4 bilhões de reais).








