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FFU aceita discutir liga com a CBF, mas mantém veto sobre transmissão
Foto: Marlon Costa/AGIF
Brasil

FFU aceita discutir liga com a CBF, mas mantém veto sobre transmissão

Investidores dizem que podem rever o modelo, enquanto a CBF rejeita a possibilidade de bloqueio externo em acordos comerciais.

Os investidores da Futebol Forte União (FFU) admitem negociar com a CBF a criação de uma liga única no futebol brasileiro. O principal entrave é o poder de veto mantido por eles em decisões sobre direitos de transmissão, modelo considerado incompatível pela entidade.

Os investidores colocaram R$ 2,5 bilhões no projeto. Sports Media Entertainment (SME), General Atlantic e XP Investimentos participam da estrutura empresarial criada para administrar o bloco.

Como funciona o veto

O Condomínio Forte União (CFU) tem um comitê com função semelhante à de um conselho de administração. Qualquer proposta sobre direitos de transmissão precisa passar por esse grupo antes de chegar à assembleia dos clubes.

“Coloquei R$ 2,5 bilhões nesse negócio, quero ter veto em mudanças absurdas, drásticas”, afirmou um executivo ligado a um dos investidores, que não teve o nome divulgado.

A justificativa é que os direitos de transmissão são a fonte de receita do investimento. Os investidores não conseguem impor um contrato aos clubes, porque a decisão passa pela assembleia. Por outro lado, os clubes não aprovam determinados acordos sem o aval do comitê.

A CBF quer assumir o comando da negociação comercial de uma eventual liga nacional. A entidade não aceita que investidores externos possam barrar uma proposta aprovada pelos clubes.

Abertura para negociação

Apesar da resistência, os investidores afirmam que o modelo pode ser revisto. A avaliação é que uma liga única teria potencial para elevar o valor comercial do Campeonato Brasileiro e beneficiar também quem financiou a FFU.

“Tudo é negociável”, disse o executivo, desde que uma estrutura comercial demonstre capacidade de gerar resultados nas vendas. Ele também descartou, neste momento, uma solução baseada apenas na recompra dos direitos pelos clubes.

Os contratos assinados pelos integrantes da FFU cedem à SME parte das receitas de transmissão por 50 anos. Corinthians, Cruzeiro, Fluminense e Internacional estão entre os clubes do bloco. A participação varia de 10% a 20% das receitas.

Os investidores afirmam que o prazo está ligado ao tamanho do aporte. Os R$ 2,5 bilhões já equivalem a mais de R$ 3 bilhões quando são considerados os juros da operação.

O CFU também tem R$ 950 milhões em debêntures negociadas pela XP Investimentos. Aproximadamente sete mil pessoas ou empresas compraram os títulos.

Próxima reunião

Ainda não há um canal direto de negociação entre o CFU e a CBF. As conversas ocorrem em meio a disputas comerciais, jurídicas e políticas no futebol brasileiro.

As partes convergem na avaliação de que uma negociação conjunta pode aumentar as receitas dos clubes. Além dos direitos de transmissão, estão no radar acordos de material esportivo e outros produtos comerciais.

A CBF fará na próxima segunda-feira uma reunião com representantes das Séries A e B, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A organização das competições será o principal tema.

Atualmente, os direitos da FFU na Série A estão distribuídos entre Globo, Record, CazéTV e Amazon Prime até 2029. A Libra, bloco liderado pelo Flamengo, tem contrato exclusivo com a Globo pelo mesmo período.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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