Guarulhos, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% Guarulhos 18°C 18° / 29°
Voto sobre moradia coloca Elif Eralp no centro da disputa em Berlim
Brasil

Voto sobre moradia coloca Elif Eralp no centro da disputa em Berlim

Líder do Die Linke terá de negociar com Verdes e SPD para tentar comandar a capital alemã.

A crise da moradia impulsionou o Die Linke nas eleições regionais de Berlim e colocou Elif Eralp como favorita para assumir a prefeitura. O partido de esquerda radical obteve quase 25% dos votos nas pesquisas de boca de urna de domingo.

Jurista de origem turca, Eralp apresentou sua candidatura como uma resposta ao avanço da extrema direita na Alemanha. Aos 45 anos, ela pode se tornar a primeira prefeita de esquerda radical da capital alemã e, caso forme uma coalizão, também a primeira de origem imigrante.

Moradia no centro da campanha

A principal proposta de Eralp é controlar os aluguéis. Durante a campanha, ela chegou a usar um colar com o lema “teto para os aluguéis”. O plano do Die Linke prevê expropriar imóveis de grandes grupos imobiliários e transferir quase 270.000 unidades para o setor público.

A medida tem apoio dos ecologistas, mas enfrenta resistência dentro do Partido Social-Democrata (SPD). Steffen Krach, candidato da legenda, afirmou no último debate que essa não era a direção adequada.

O Partido Verde recebeu quase 15% dos votos. Já o SPD, que governou Berlim durante anos, teve seu pior resultado histórico, com apenas 12% dos sufrágios. A composição de uma coalizão com essas forças será decisiva para o futuro político de Eralp.

Trajetória e desafios

Filha de sindicalistas turcos que deixaram o país em 1980, Eralp nasceu em Munique. Ela direcionou a carreira jurídica à defesa dos direitos humanos, especialmente de imigrantes, antes de ingressar no Die Linke, herdeiro da tradição política do antigo SED, partido comunista que governou a Alemanha Oriental.

Casada e mãe de dois filhos, a candidata afirma que procura há anos um apartamento maior para a família. Em um evento do partido em Kreuzberg, agradeceu aos pais pelos ensinamentos e disse ter aprendido a “nunca desistir, sempre se levantar e fazer sua voz ser ouvida”.

A história familiar também aparece em sua atuação política. Eralp declarou ter enfrentado muitas injustiças nos primeiros anos da família na Alemanha e afirmou que seria um sinal forte uma pessoa com trajetória migratória chegar à prefeitura de Berlim.

A ascensão trouxe comparações com Zohran Mamdani, prefeito de Nova York que Eralp considera um modelo. Ela também precisou lidar com acusações de antissemitismo dirigidas ao Die Linke por posições pró-palestinas.

Em um evento do partido em Neukölln, um rapper defendeu a intifada e pediu a morte das Forças Armadas israelenses, de acordo com relatos citados no texto. Eralp afirmou que uma linha vermelha havia sido ultrapassada e apresentou durante a campanha um plano para proteger a vida judaica em Berlim.

Ahmed Abed, candidato do Die Linke no distrito, declarou não tolerar antissemitismo. Moritz Lembke-Özer, eleitor do partido, disse ter votado para enviar um sinal forte sobre a moradia, que considera o principal desafio social da cidade. Hans-Dieter Rieveler, de 55 anos, também votou na legenda, apesar do incômodo com a presença de antissemitas no partido.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5