O Consórcio Fla-Flu apresentou um mandado de segurança para tentar impedir a realização de Vasco x Boca Juniors no Maracanã, marcada para 20 de outubro pela semifinal da Copa Sul-Americana. O recurso foi direcionado a Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e governador interino do estado desde março.
O pedido foi protocolado na noite de sexta-feira (9), após a concessionária perder uma disputa judicial. A intenção é reverter a decisão que determinou a liberação do estádio para a partida. O protocolo, no entanto, não altera a autorização concedida ao Vasco.
Ainda não foi confirmado se Ricardo Couto analisará o caso pessoalmente ou se outro magistrado ficará responsável pelo recurso.
Decisão liberou o estádio
Também na sexta-feira, o desembargador Marco Antônio Ibrahim, presidente da 23ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, determinou que o consórcio disponibilize o Maracanã para o confronto. A decisão levou em conta manifestações favoráveis da Polícia Militar e do Ministério Público sobre a segurança pública no local.
O Fla-Flu Serviços S.A. administra e mantém o estádio desde 2024, por meio de um contrato de concessão de uso de bem público. Na ação, a empresa afirma que autorizou seis pedidos do Vasco para utilizar o Maracanã desde o início da concessão.
Entre os casos citados estão o clássico contra o Flamengo, em 19 de abril de 2025, e partidas contra o Fluminense, em 20 de outubro de 2025 e 1º de agosto de 2026.
O Ministério Público já havia pedido que o governo estadual avaliasse uma possível intervenção relacionada ao uso do estádio. Para o órgão, a disputa envolve não apenas interesses patrimoniais ou operacionais dos clubes, mas também segurança pública e mobilidade urbana.
O governo estadual é o poder concedente do Maracanã e tem responsabilidades ligadas ao contrato de concessão.








