A Comissão Eleitoral Central palestina afirma que seguirá organizando as eleições legislativas previstas para 28 de novembro, mesmo após Israel impedir a entrada de seus funcionários na Faixa de Gaza e em Jerusalém Oriental. O bloqueio aumentou a preocupação de que a votação seja adiada ou cancelada.
Farid Taamallah, porta-voz da comissão, disse que o órgão ainda pode realizar o pleito. “A comissão continua organizando o processo eleitoral apesar da decisão israelense”, afirmou. Ele também informou que os funcionários da comissão em Gaza já estavam capacitados e presentes no território.
Votação prevista
As eleições estão marcadas para um mês depois das eleições gerais de Israel. Se forem realizadas, serão as primeiras eleições legislativas palestinas em duas décadas. Em 2021, a votação foi adiada ou cancelada.
A agência oficial palestina Wafa informou, citando um funcionário palestino, que o governo israelense não permitiu a entrada da Comissão Eleitoral Central em Gaza e Jerusalém para acompanhar os preparativos.
O Ministério da Defesa de Israel e o Cogat, órgão oficial responsável pelos assuntos civis nos territórios palestinos, não confirmaram nem negaram a decisão de barrar os funcionários.
A União Europeia, principal financiadora da Autoridade Palestina e defensora das eleições, afirmou que está “pronta para enviar” observadores para acompanhar a votação. A declaração foi feita nesta terça-feira (6) por Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia.









