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Botafogo convoca assembleia para emitir 200 milhões de ações da SAF
Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Brasil

Botafogo convoca assembleia para emitir 200 milhões de ações da SAF

A operação pode reduzir a participação da Eagle e abrir caminho para uma futura entrada da GDA Luma no controle do futebol.

A SAF do Botafogo convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para a próxima quinta-feira (24), com uma proposta que pode alterar a composição acionária do clube. A principal pauta é a emissão de 200 milhões de novas ações ordinárias da Classe B.

Cada ação será oferecida por R$ 0,01, em uma operação de R$ 2 milhões. Conforme o edital da assembleia, o dinheiro será usado no pagamento de parte da folha salarial dos funcionários da SAF.

A reunião não vai votar diretamente a entrada da GDA Luma, empresa ligada ao mexicano Gabriel de Alba. O aumento de capital, porém, pode reorganizar a estrutura acionária antes de uma eventual transferência de controle.

Como pode ocorrer a diluição

Atualmente, o Botafogo associativo tem 51% da SAF, enquanto a Eagle detém 49%. O clube social passou a ser acionista majoritário em julho, após acionar bônus de subscrição e alegar que a Eagle descumpriu o acordo de acionistas.

Com a nova emissão, os dois acionistas terão direito de preferência. O Botafogo poderá comprar inicialmente 102 milhões de ações, mantendo sua participação de 51%. A Eagle terá direito às outras 98 milhões.

O prazo para exercer essa preferência será de 30 dias após a aprovação do aumento de capital. Se a Eagle não fizer a compra nesse período, as ações ficarão disponíveis para uma nova subscrição.

Nesse cenário, o Botafogo associativo poderá demonstrar interesse pelos papéis restantes. O clube terá cinco dias depois do fim do primeiro prazo para concluir essa etapa. Se adquirir todas as 200 milhões de novas ações e a Eagle não colocar recursos, a participação da empresa será reduzida a um percentual muito pequeno.

A diluição, no entanto, não ocorrerá automaticamente com a aprovação da assembleia. O resultado dependerá da decisão dos acionistas sobre a compra das novas ações.

Disputa pela participação

A possível redução da fatia da Eagle integra uma reorganização que pode facilitar a entrada da GDA Luma. Os advogados da SAF e a equipe jurídica ligada a Gabriel de Alba trabalham em um novo acordo de acionistas, mas a transferência das ações não estará em votação na assembleia.

A Eagle deixou de ser acionista majoritária quando o Botafogo associativo passou a controlar 51% das ações em julho. A empresa também não exerce direitos políticos no dia a dia da SAF por determinação da Justiça do Rio de Janeiro e não mantém mais uma equipe de advogados no Brasil.

John Textor mantém uma disputa judicial sobre a propriedade das ações atribuídas à Eagle Bidco. Ele obteve decisões favoráveis na Inglaterra e nos Estados Unidos, mas o caso ainda depende da ação no Brasil. Não houve decisão definitiva nem homologação pelo STJ dos vereditos estrangeiros.

No futebol, o Botafogo enfrenta o Mirassol neste sábado, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida marca a estreia de Tite como treinador, e Ziyech estará disponível pela primeira vez.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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