A comissão criada por Donald Trump vai realizar uma audiência presencial sobre Lisa Cook em 5 de novembro, na Casa Branca. A governadora do Federal Reserve é investigada por suspeita de fraude hipotecária e está na mira do presidente americano há meses.
A medida foi informada pela Casa Branca nesta sexta-feira (9) e abre uma nova frente na tentativa de Trump de destituir Cook do banco central americano. A iniciativa ocorre depois que a Suprema Corte bloqueou uma ordem anterior de afastamento.
A máxima corte dos Estados Unidos considerou que Cook não havia sido comunicada sobre a suspensão e não teve a chance de responder às acusações. O episódio foi a primeira vez, em 113 anos de história do Fed, que um presidente tomou uma medida desse tipo contra um integrante da instituição responsável pela política econômica do país.
Reação da defesa
Os advogados Abbe Lowell e Norm Eisen questionaram a legitimidade da audiência após o anúncio. Eles afirmaram que Trump já teria decidido afastar Cook, independentemente dos fatos e das provas, e disseram ter dúvidas sobre a adequação do procedimento à lei.
Em comunicado datado de 7 de outubro, Trump defendeu a iniciativa. “Como presidente, é meu dever garantir que as leis sejam cumpridas fielmente”, declarou. Ele acrescentou que isso inclui destituir subordinados nos quais não se pode confiar.
O presidente também mantém um histórico de conflitos com o Federal Reserve durante seus dois mandatos. Trump pressionou os integrantes da instituição a reduzir as taxas de juros para estimular o crescimento da economia. O Fed, por sua vez, tende a elevar os juros para conter a inflação.









