A Argentina pode manter a camisa 10 de Messi sem dono em amistosos, desde que siga as regras de cada partida. Na Copa do Mundo, porém, a seleção precisa respeitar a numeração exigida para registrar um elenco completo.
O regulamento do Mundial determina camisas de 1 a 26 e reserva o número 1 a um goleiro. Como a lista pode ter de 23 a 26 jogadores, retirar a 10 deixaria apenas 25 números disponíveis para 26 atletas. A regra também não permite incluir a camisa 27 para compensar a ausência.
A única previsão para o número 27 é a substituição de um goleiro por lesão ou doença durante o torneio. O regulamento aceita delegações menores, mas não cria uma exceção que permita retirar uma camisa e manter o grupo completo.
Tentativa envolvendo Maradona
A Argentina já tentou fazer algo parecido antes da Copa do Mundo de 2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão, em homenagem a Diego Maradona. O Comitê Executivo da FIFA rejeitou a exceção em 26 de maio, mesmo após uma recomendação favorável do comitê organizador.
Na ocasião, Roberto Bonano aparecia inicialmente com a camisa 24, enquanto Ariel Ortega estava relacionado com a 23. A proposta era manter os 23 convocados sem distribuir a 10. Depois da rejeição, Ortega usou o número no Mundial.
O legado de Messi
Messi passou a vestir a camisa 10 da Argentina em 2009. A despedida da seleção aconteceu na última terça-feira (6), contra Benim, no Monumental.
A trajetória terminou com quatro títulos: as Copas América de 2021 e 2024, a Finalíssima de 2022 e a Copa do Mundo de 2022. O Mundial sub-20 de 2005 e o ouro olímpico de 2008 completam seis conquistas. A Argentina também foi vice-campeã mundial em 2026.
Nico Paz, Franco Mastantuono e Alexis Mac Allister aparecem entre os possíveis próximos donos da camisa. A escolha de um novo número 10 não obriga o técnico a colocá-lo como titular.
Na Copa América, a Conmebol também prevê até 26 atletas, com numeração de 1 a 26. Por isso, a Argentina terá de verificar as normas de cada competição antes de retirar oficialmente a camisa.








