Carlo Ancelotti apoiou a proposta da CBF para reduzir o limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida no Campeonato Brasileiro. A mudança foi aprovada pelos clubes das Séries A e B e começa em 2027, com queda gradual do teto até 2030.
O limite atual de nove estrangeiros passará para oito jogadores em 2027 e chegará a cinco em 2030. A medida foi discutida com foco na formação de jovens atletas e na renovação da Seleção Brasileira.
Formação de jogadores
Ancelotti participou de conversas com a CBF sobre as dificuldades para preparar novos talentos. Entre os pontos levantados está a saída precoce de jogadores brasileiros para o futebol europeu, o que pode encurtar o período de desenvolvimento deles nos clubes do país.
Endrick e Estêvão, revelados pelo Palmeiras, foram citados como exemplos. Os dois deixaram o futebol brasileiro ainda jovens, em transferências que mostram o interesse de clubes europeus por atletas em início de carreira.
A CBF espera que a redução de estrangeiros abra mais espaço para jogadores formados no Brasil. A entidade também quer estimular os clubes a investir nas categorias de base e a dar mais minutos aos atletas que tentam chegar ao futebol profissional.
Impacto na Seleção
As discussões também envolveram a renovação da Seleção Brasileira depois da eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, contra a Noruega. A avaliação é que uma nova geração precisa ser preparada para o ciclo até o Mundial de 2030.
A formação de meio-campistas está entre as preocupações. A CBF considera que muitos talentos deixam o país antes de concluir etapas importantes do desenvolvimento, o que dificulta a preparação para determinadas funções.
A entidade também observa que os clubes brasileiros têm priorizado atacantes, especialmente pontas. Essas posições despertam maior interesse no mercado internacional e podem gerar retornos financeiros, enquanto outras recebem menos atenção.
Além do limite de estrangeiros, os clubes aprovaram mudanças nas inscrições dos elencos, com divisão progressiva entre atletas mais jovens e jogadores experientes. A adaptação será gradual até 2030, enquanto a CBF acompanha o aproveitamento dos jovens e a renovação do futebol brasileiro.







