Fernando Haddad deve ampliar o tom nacional de sua campanha ao governo de São Paulo nos próximos 10 dias, sem retirar Tarcísio de Freitas da mira. Aliados avaliam que o período será decisivo para diminuir a distância entre os dois nas pesquisas e ajudar Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial.
A mudança ganhou força com o avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas para a Presidência. A campanha de Haddad vê espaço para usar o cenário nacional contra o candidato do PL. Nos atos recentes, o petista passou a dividir os discursos entre críticas à gestão do Palácio dos Bandeirantes e ataques ao senador.
Haddad tem associado Flávio Bolsonaro ao Caso Banco Master e feito comparações entre ele e Lula. Mesmo com o reforço da pauta nacional, aliados dizem que a campanha continuará mirando a administração de Tarcísio em São Paulo, com o objetivo de conquistar votos e reduzir a diferença nas pesquisas.
Duas linhas de discurso
Dentro da campanha, há avaliações diferentes sobre como combinar os temas. Uma delas defende ampliar a associação entre Tarcísio e Flávio Bolsonaro, principalmente por meio do Caso Banco Master. Outra prioriza problemas do estado, como a situação das contas públicas do Palácio dos Bandeirantes e outras questões ligadas à gestão dos últimos quatro anos.
A equipe também pretende explorar a ausência de Tarcísio em debates e sabatinas para tentar desgastar o governador. Ele não participou do debate da Record e tem evitado entrevistas nas últimas semanas.
Tarcísio é filiado ao Republicanos, enquanto Haddad concorre pelo PT. Lula é do PT, e Flávio Bolsonaro disputa a Presidência pelo PL.








