Reinaldo Azambuja, ex-governador de Mato Grosso do Sul, disputa pelo Partido Liberal (PL) uma das duas vagas do estado no Senado Federal. Aos 63 anos, ele tenta transformar a trajetória construída no agronegócio e em cargos públicos em uma nova etapa política.
Nascido em Campo Grande em 13 de maio de 1963, Azambuja assumiu a administração das propriedades rurais da família em Maracaju após a morte do pai, em 1982. A carreira política começou nas urnas em 1996, quando foi eleito prefeito do município. Ele conquistou a reeleição em 2000.
Da prefeitura ao governo estadual
Antes de chegar ao comando de Mato Grosso do Sul, Azambuja foi deputado estadual, entre 2007 e 2011, e deputado federal, de 2011 a 2014. No Congresso, defendeu pautas municipalistas e a cadeia produtiva do Centro-Oeste. Renunciou ao mandato em dezembro de 2014 para assumir o governo estadual.
Em 2014, venceu a eleição para o governo de Mato Grosso do Sul no segundo turno. O mandato foi marcado pelo ajuste fiscal, pela atração de investimentos industriais, pelo fortalecimento do polo florestal de celulose e pela expansão da malha viária estadual.
Azambuja foi reeleito em 2018 e permaneceu oito anos à frente do estado, até 2022. Nesse período, articulou a sucessão com a eleição de Eduardo Riedel, que havia sido seu secretário de Governo e Gestão Estratégica entre 2015 e 2021 e de Infraestrutura entre 2021 e 2022.
Mudança partidária
Associado historicamente ao PSDB, partido em que atuou por cerca de três décadas, Azambuja se filiou ao PL em 2025. A mudança aproximou sua base política do eleitorado conservador e reforçou a aliança com o agronegócio sul-mato-grossense.
Na disputa pelo Senado, ele aposta em um perfil pragmático, com foco na articulação de verbas federativas e no conhecimento dos desafios logísticos e fiscais de Mato Grosso do Sul.








