SÃO PAULO — Linkin Park: Unshatter chega aos cinemas em 30 de setembro com uma mistura de documentário e registro de show. A produção acompanha a reconstrução da banda após a morte de Chester Bennington e reúne entrevistas, cenas de bastidores e imagens de uma apresentação realizada em São Paulo em 2024.
Com cerca de 110 minutos, o filme começa com a retomada das atividades do grupo. A história parte de novembro de 2022, quando Mike Shinoda, Joe Hahn e Dave “Phoenix” Farrell voltaram a trabalhar juntos. Brad Delson ainda não participava do processo, e Rob Bourdon aparece por pouco tempo, com sua ausência explicada brevemente.
Novos integrantes
Colin Brittain assume a bateria e também participa das gravações e da produção. O músico chegou a acreditar que trabalharia em um projeto solo de Mike Shinoda antes de descobrir que se tratava do Linkin Park.
Emily Armstrong entra na história em maio de 2023. O filme mostra a cantora se adaptando ao ambiente da banda e formando uma nova dinâmica vocal com Shinoda. O passado dela é citado apenas de forma pontual, com menções à antiga banda Dead Sara.
Brad Delson retorna ao processo em 2024, participa das etapas finais de From Zero e não acompanha as turnês. Alex Feder o substitui nos shows. Mesmo com sua participação reduzida, os integrantes afirmam que o grupo já parecia ser o Linkin Park antes da volta do guitarrista.
Show e memória de Chester
As imagens do show em São Paulo aparecem ao longo da narrativa e ganham mais espaço na parte final. Ao todo, 11 músicas são exibidas de forma parcial ou integral, incluindo faixas antigas e canções de From Zero. “Somewhere I Belong”, “In the End” e “The Emptiness Machine” estão entre os registros apresentados.
Chester Bennington aparece em vídeo apenas uma vez, em uma cena pós-créditos. Ele também é lembrado em fotos e nas conversas dos integrantes. A escolha mantém o foco na reconstrução da banda a partir de 2022, sem transformar o filme em uma retrospectiva completa do grupo.
O principal problema apontado está em algumas conversas entre os integrantes. As cenas deveriam parecer espontâneas, mas soam roteirizadas. Fora isso, a produção dirigida por Joe Hahn acompanha o retorno do Linkin Park e seus bastidores.








