A A24, a Sony Pictures Entertainment, a Netflix e o The New York Times avaliam a compra do Letterboxd, plataforma que reúne resenhas, listas e registros de filmes vistos pelos usuários. Um eventual acordo pode avaliar a empresa em mais de US$ 250 milhões, quase 20 vezes o lucro registrado no último ano.
Fundado em 2011 pelos designers Matthew Buchanan e Karl von Randow, o Letterboxd surgiu da falta de comunidades on-line voltadas à discussão sobre cinema. A plataforma cresceu ao reunir usuários com interesses variados, incluindo blockbusters, produções independentes e filmes em língua estrangeira.
O serviço também atrai profissionais do setor, como os diretores Martin Scorsese e Kleber Mendonça Filho e as atrizes Anne Hathaway, Ayo Edebiri e Iman Vellani. O diretor Rian Johnson publicou uma lista com dez musicais dos anos 1970 e escreveu: “As coisas ficaram estranhas”.
A empresa depende principalmente de conteúdo criado pelos próprios usuários, como avaliações, resenhas e sinopses. A maioria acessa o site gratuitamente, enquanto os planos pagos “Pro” e “Patron” custam US$ 19 por ano e US$ 49 por ano, respectivamente. A plataforma também vende espaços publicitários, mas a Tiny não divulga detalhes sobre a base de assinantes.
Risco para a independência
A possível venda levanta dúvidas sobre a independência do Letterboxd. Uma nova proprietária poderia usar a plataforma para promover os próprios filmes e produções, afetando uma característica considerada importante para o serviço.
O histórico de outras plataformas também alimenta esse debate. O Rotten Tomatoes pertenceu à NBCUniversal durante anos, enquanto o IMDb faz parte da Amazon. A A24 e a Neon vivem um período de expansão; a Neon distribuiu internacionalmente O Agente Secreto (2025).








