RIO DE JANEIRO — A Almirante Participações já depositou R$ 27 milhões em garantias para cumprir obrigações da recuperação judicial do Vasco. A empresa também tem um empréstimo de R$ 150 milhões aprovado pela Justiça, dos quais R$ 65 milhões já foram usados pelo clube. Mesmo com esses recursos, a compra da SAF ainda depende de novas aprovações.
A Justiça homologou o resultado do leilão nesta sexta-feira (25), por volta das 14h50, em audiência na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A Almirante, empresa de Marcos Faria Lamacchia, era a única interessada habilitada e foi representada pelo sócio Mário Junqueira e pelo advogado André Sica. Lamacchia não participou da audiência.
A companhia entrou no processo como stalking horse bidder. Essa condição permitiu que apresentasse a oferta inicial e tivesse o direito de igualar eventuais propostas de outras empresas. O leilão foi realizado porque o Vasco está em recuperação judicial, mesmo sem a presença de concorrentes.
Aprovação dentro do Vasco
O Conselho Deliberativo vai analisar primeiro o contrato de investimento, o sumário executivo e os documentos com os principais pontos da operação. Se a proposta for aprovada, a diretoria convocará uma Assembleia Geral Extraordinária para que os sócios votem a autorização da venda da SAF.
Em nota, o Vasco disse que pretende conduzir o processo com transparência e garantir aos integrantes do quadro social acesso às informações necessárias. O comunicado foi assinado por Pedrinho e pelos presidentes dos demais poderes do clube.
Análise sobre conflito de interesses
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) também avalia a operação. A análise considera a relação familiar entre Lamacchia e Leila Pereira, presidente do Palmeiras. Lamacchia é enteado da dirigente.
Ainda não há decisão definitiva da agência, e o Vasco não estabeleceu prazo para concluir as etapas. O clube espera uma resposta rápida. Os outros R$ 85 milhões do empréstimo seguem disponíveis para uso conforme a necessidade, sem data definida para o repasse.
A transferência do controle só poderá ser finalizada se a Anresf autorizar a negociação e se conselheiros e sócios aprovarem o acordo.







