Jorge Jesus afirmou que reduzir o número de estrangeiros nos clubes brasileiros não deve, por si só, melhorar a qualidade dos jogadores do país. O treinador defendeu que a formação nas categorias de base e a organização do calendário têm peso maior nesse processo.
Antes do confronto entre Noruega e Portugal pela Liga das Nações, o técnico citou o futebol português como exemplo. Segundo ele, Portugal consegue revelar atletas de alto nível mesmo com a possibilidade de os clubes escalarem muitos estrangeiros nas competições nacionais.
“Não é por aí que vai mudar o jogador brasileiro”, disse Jorge Jesus. Em outra declaração, o treinador afirmou: “Portugal é um dos países que melhor forma jogadores, que tem dos melhores jogadores na Europa.”
Regra começa a mudar em 2027
A discussão ocorre após a CBF e os clubes das Séries A e B aprovarem uma redução gradual no limite de jogadores de outros países que podem ser registrados e relacionados para as partidas.
A mudança começa em 2027. Naquele ano, cada equipe poderá ter até oito estrangeiros. O limite será reduzido gradualmente até chegar a cinco jogadores em 2030.
A regra passou por alterações recentes. Em 2023, o limite subiu de cinco para sete estrangeiros por clube. Em 2024, aumentou novamente e chegou a nove.
O número de estrangeiros relacionados na Série A também cresceu. Em 2022, foram 103 jogadores. Na edição atual, o total chegou a 187, aumento de 81,6%.
Além da formação, Jorge Jesus defendeu a continuidade dos campeonatos estaduais e afirmou que o calendário do futebol brasileiro precisa receber atenção. Para o treinador, os estaduais fazem parte do desenvolvimento dos jogadores do país.








